segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Do 8 ao 80.


Já foi a época em que a idade era decisiva para o funcionamento de um relacionamento. Até pouco tempo, nos relacionamentos heterossexuais, o esperado era que o homem fosse de 5 a 6 anos mais velho que a mulher, e outros pensamentos do século passado, em que a mulher casava e o homem se profissionalizava. Já que hoje, nós mulheres, podemos e tomamos as mesmas atitudes que o homem, também não há a necessidade de ter essa diferença de idade, os obrigatórios “x” anos.

A mulherada agora está insana, seletiva, exigente e querendo homens com H maiúsculo (oque está bem raro hoje em dia), podendo assim, escolher quem vai sei a cobaia da vez. Esses tempos eu conversava num bar com alguns amigos, até que um cara soltou essa pérola: quem escolhe se quer ou não é a mulher. Pronto, fechei meu conceito de relaionamento homem-mulher. Foi rápido assim, porque isso foi proferido por um homem. E nessa mesma circunstância, algumas meninas continuaram a debater, por pelo menos mais uns 25 minutos.. um grande sinal de impacto. Não sei à qual conclusão as moças da mesa chegaram. Mas eu fui além: sou mais feminista do que eu pensava. Esse foi meu último argumento de convencimento que a mulher é O Cara. Cabe somente a ela decidir se quer ou não quer contato com aquele sujeito qeek, já pensando nalguma sacanagem com o menino com cara bom moço. E se ele for baita cuzão, ela não curtir, ela vai dar cartão vermelho. E se ele for a FG da vida dela, ela se afeiçoará muito com ele. Ela diz se sim ou se não, se quer ou se não, se dá ou se só amassa, se é amizade ou se é caso, se vai rolar de novo ou se vai pôr no freezer.

Então, não há nada impossível, para uma mulher. Se ela quiser pegar umas meninas para variar, ou se escolhe pegar meninos de 18 anos não há nenhum problema. Então eu fiquei pensando que foi para o espaço aquele papinho de idade.

Agora foi liberada a temporada: dos 8 aos 80. Vale tudo, do recém chegado à maioridade penal àquele que já tem um filho quase da sua idade.

É bem provável que quando uma mulher sai com um meninão, ela quer dar uma dominada na situação, aumentar o ego e mostrar àquele baby que o sexo não é só aquela coisa morna que ele faz com a namoradinha do colégio. Geralmente são os mais saidinhos entre o grupinho de amigos, os mais fofinhos com cara de futuros gostosões, os mais saradinhos. Ou seja, esse é o tipo de menino que elas não pegavam no colégio, porque naquela época não estavam nos padrões impostos pela sociedade. E o gatíssimo colega não iria perceber nunca suas presenças, pois nenhuma era loirinha paty, de cabelos longos, enrolados nas pontas. Nenhuma tinha olhos mel, pele levemente bronzeada, com sardas nos ombros, com o corpo que a maioria das mulheres têm aos 22 anos, depois de muito puxar ferro nas aulas de GAP. E após essa breve explicação, agora, a mulher ataca para provar que ela pode pegar o top de linha do colégio ou do primeiro ano da faculdade.

Aí ela mostra pro juvenil como se faz. Geralmente esses gostosinhos, derivam daquele seu amigo que tem irmãos novinhos, mas que você ia fácil. E o pessoal comenta bastante que são bem interessantes na cama, apesar da falta de assunto e de diálogos complexos. Também parece que os caras dão umas 4, “fácil”, só nos primeiros 40 minutos, e é bom correr para acompanhar, porque dizem que eles não tem time. Mas que não há reclamações sobre o resultado sexual geral. Eles falam da mulher que pegaram como um prêmio, como se fosse a mina da última capa da Vip, e você será provavelmente o tema das 3 próximas punhetas. Deles e dos amigos deles. Conhecerão motéis diferentes, posições alternativas e você como provedora disso tudo e mais um pouco.

No outro lado do ringue, está o não menos famoso “tio da sukita”. Tipinho interessante: sabe os melhores lugares para jantar, para balada, para comer. É exigente, mimado, cheio de mania e acha que tem razão em tudo. Tem a visão que ainda é o provedor, recusando qualquer oferta para dividir a conta. No sexo não precisa desenhar, dizer onde deve pôr a mão, ou a boca, ou até mesmo a língua. Vai te esperar gozar umas 3 três vezes pelo menos. O porteiro do prédio onde ele tem escritório vai perguntar umas 2 vezes se você é a filha dele. Há o risco de você ter um enteado maior que você.

Tudo que falei aqui são estereótipos. Se você corresponde a um deles é sinal que você está no padrão e dentro de algum contexto na sociedade.

O importante é cumprir o objetivo a que nos dispusemos: não seguir regras, pagar as próprias contas e dar pra quem quiser.

2 comentários:

Soy Contra disse...

É minha cara, mais uma verdade relatada e mais conhecimento agregado. Como você disse, "FOCO NO OBJETIVO"!!!

Ótima matéria linda!
Bjo!

cael disse...

curti !
=*