
Através de uma pequena pesquisa de mercado e de algumas análises estatísticas cheguei a certas conclusões acerca do coito feminino após os 30 anos: é foda dar.
Ou melhor, não é.
Primeiramente podemos falar que ninguém faz sexo sem antes sair e dar uns beijos. Poucas pessoas vão direto ao ponto, oque é realmente uma pena. Ainda mais quando as pessoas não se conhecem.
Além disso, as situações parecem ser mais confusas e difíceis de resolver com as futuras lobas.
O Approach
Medo. É o sentimento masculino ao se aproximar de uma mulher para fins sexuais. Às vezes me pergunto se existiria outro motivo para aproximações, botando em cheque a pauta amizade homem-mulher.
Enfim, a homarada se caga ao se aproximar e convidar para sair, principalmente se a moça é separada ou viúva. É a barreira psicológica do matrimônio: a fobia marital.
O Encontro
Se para o primeiro contato já foi como um parto de trigêmeos com uso de fórceps na Maternidade do Hospital da Prefeitura de Caquecetuba, imaginem agora o encontro desses dois seres: o cagado e a decidida.
Ele desvia se ela fala em cinema, afinal, deve passar algo pela cabeça dele algo do tipo "minha moral ficará abalada se alguém me ver em público com essa mulher". OK, nós mulheres também não queremos andar de mãos dadas pelo Shopping Iguatemi.
Restaurante configura algum tipo de romance. Resta o bar, onde todos os amigos podem estar.
Gentilmente, convidamos para ir à nossa casa. Depois da bar, logicamente.
Esse convite não inclui pernoite, muito menos café da manhã.
Contato Físico
Ou a química já rolou e há umas mãos, braços e pernas se encostando ou poder ser que não ligue de primeira. Geralmente o contato é atrapalhado, mas desenvolve bem, culminando rapidamente (mais até que o desejado) para a parte que fica todo mundo pelado.
Sexo em si
Ou vai ser fabuloso ou uma bosta. "Infelizmente" não há meio termo, para felicidade geral da mulherada, que pode até tentar copular mais algumas vezes com o gurizinho. Manobras alternativas e posições específicas não são facilmente testadas.
Pós-coito
Ficar abraçadinho? Não. De conchinha quem sabe. Talvez fazer um carinho no cabelo, nos seios e começar tudo de novo.
Ou então: medo. Pra que tanto grude, se afinal vocês "só" transaram não é mesmo? E nem há nada entre vocês.
Às vezes queremos que vocês fiquem quietinhos por 10 minutos, nos abracem, cochilem sem roncar e fiquem com a mão na nossa bunda. Simples assim.
Despedida
- A gente se vê essa semana, gata!
- Beleza, combinamos.
ou
- Eu te ligo então, gatinho.
- Ahã, vou esperar sua ligação.
Tudo balela. Diga adeus logo, não prometa e nem combine nada. Nós mulheres, mesmo com quatro trilhões de neurônios a menos que os homens, sabemos diferenciar quando vocês vão ligar ou não. E nós também temos o direito de não ligar, sumir e sermos abduzidas da face terrestre caso não queiramos vê-los novamente.
Nosso gato fica extremamente depressivo caso fique sozinho então não poderemos sair...e também fica super estressado com estranhos em casa. Ah, não te falei eu tenho um gato, não?!
Pronto, agora já deu uma desculpa idiota pro cara se tocar que é persona non grata e também que não é bem-vindo na sua casa.
Tropeçou, a fila anda.
E não espalha pros amigos, pra podermos pegar algum outro da rodinha.
5 comentários:
A cada dia tu me surpreende mais. òtima matéria e eu to precisando fazer uma...
bjo
Obrigadaaaaaaaa, colegaaaaa
To esperando a tua!
Bjo
huahuahauhuahauhauhauhauah
muito bom mesmo cara amiga..
só o seguinte.... ainda, as mulheres não estão tão decididas assim aqui na provincia... ah se tivessemmm
Não é só na Província que elas são assim. A maior parte da mulherada continua com uma culpa católica cristã incutida no cérebro.
Um pena.
nêga... que seja eterno enquanto duro... amo pra sempre ainda sendo a primeira e última vez.. e vale beijo nas bocas, conchinha e sutra... vale eu te amo... vale amor eterno... vale selvagem e papaimamãezinho... vale subir no lustre e chorar no travesseiro... havendo tudo sem receio, nunca haverá ressentimento..
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